Maio é o mês do Maio Amarelo — campanha que coloca em pauta a mobilidade urbana e segurança no trânsito. Mas existe um lado dessa conversa que raramente aparece nos semáforos: o custo silencioso que o deslocamento diário cobra da saúde e do rendimento de quem trabalha.
Para o RH, entender esse impacto é parte de uma gestão de pessoas mais completa e responsável.
O que é mobilidade urbana?
Mobilidade urbana é a capacidade de deslocamento de pessoas dentro das cidades, considerando todos os meios disponíveis: transporte público, veículo particular, bicicleta, mobilidade ativa (a pé) e soluções compartilhadas.
O conceito vai além de “as pessoas chegam ao trabalho”. Envolve o acesso a serviços, a segurança das vias, o tempo de deslocamento e o impacto desse trajeto na qualidade de vida de quem se move todos os dias.
Moradores de capitais brasileiras disseram gastar cerca de 2 horas por dia no trânsito para atividades como trabalho, estudo e compras, segundo a Pesquisa Mobilidade Urbana 2022.
Como o tempo no trânsito afeta a saúde mental dos colaboradores?
O deslocamento longo e imprevisível é um dos principais gatilhos de estresse crônico fora do ambiente de trabalho. A exposição diária ao trânsito caótico ativa respostas de tensão no organismo, como elevação do cortisol, que se acumulam ao longo das semanas.
Quem enfrenta trajetos longos tende a chegar ao trabalho já em estado de alerta, com menos paciência, menos foco e mais propensão à irritabilidade. Esse estado não desaparece com o início do expediente.
No longo prazo, esse cenário favorece a exaustão profissional e aumenta o risco de afastamentos. Por isso, a saúde mental no trabalho precisa ser uma das prioridades para o setor de Recursos Humanos.
Quais são as consequências na vida pessoal e profissional?
O impacto do trânsito não fica circunscrito ao momento do deslocamento. Ele se expande para outras áreas da vida do trabalhador:
Na saúde:
- aumento dos níveis de cortisol e pressão arterial;
- piora na qualidade do sono, especialmente em quem acorda muito cedo para fugir do pico;
- redução do tempo disponível para atividade física e autocuidado;
- maior probabilidade de desenvolvimento de transtornos ansiosos.
No desempenho profissional:
- queda de concentração nas primeiras horas do expediente;
- aumento do presenteísmo: o colaborador está presente, mas rende abaixo do potencial;
- redução do engajamento com a equipe e com os projetos;
- maior rotatividade entre profissionais que avaliam o deslocamento como fator de insatisfação.
Na vida pessoal:
- menos tempo com família e atividades de lazer;
- impacto financeiro com combustível, estacionamento ou tarifas de transporte público;
- sensação de falta de controle sobre a própria rotina.
A saúde integral dos colaboradores depende de condições que vão além do escritório — e o deslocamento diário é um desses fatores que costumam passar despercebidos nas políticas de bem-estar.
Como o RH pode ajudar os colaboradores?
O papel do RH aqui é criar condições que reduzam o impacto do deslocamento na vida dos profissionais. Isso envolve tanto decisões estruturais quanto ajustes nas políticas de benefícios. Veja o que pode ser oferecido:
1. Flexibilidade de jornada de trabalho
Permitir que o colaborador escolha seu horário de entrada e saída dentro de uma janela definida já reduz a exposição aos horários de maior congestionamento.
Modelos alternativos de jornadas de trabalho, como semana reduzida também é uma medida de baixo custo e alto impacto percebido.
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2. Trabalho remoto ou híbrido
Reduzir os dias de deslocamento presencial é uma das formas mais diretas de aliviar o estresse do trânsito. Empresas que adotaram o sistema híbrido relatam melhora no humor e na produtividade das equipes — com menos tempo perdido no carro ou no ônibus.
Além disso, os benefícios flexíveis têm avançado justamente nessa direção, incluindo o home office como vantagem concreta para o colaborador.

3. Auxílio-transporte inteligente
O vale-transporte cobre o básico, mas algumas empresas têm ido além: oferecem subsídio para aplicativos de mobilidade, incentivo ao uso de bicicleta ou parcerias com soluções de carona compartilhada. São alternativas que diminuem o custo financeiro e, em muitos casos, o tempo de deslocamento.
4. Programa de bem-estar
Um programa de bem-estar corporativo pode incluir ações voltadas para quem sofre com o deslocamento: apoio psicológico acessível, descontos em academias próximas ao trabalho ou à residência, meditação guiada e outras ferramentas de gestão do estresse.
O benefício corporativo da Allya, por exemplo, ajuda o RH a oferecer uma rede de parceiros que cuida do colaborador de forma ampla — com descontos em saúde, bem-estar, terapia, academia, farmácia, alimentação e muito mais, acessíveis de qualquer lugar.
O Maio Amarelo lembra a importância da mobilidade urbana. Por isso, o RH pode usar dessa oportunidade para lembrar que ele cobra qualidade de vida todos os dias — e de agir sobre isso com estratégia e cuidado.
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