O Dia do Profissional de RH, celebrado em 20 de maio, é uma data que merece ir além dos parabéns. É uma oportunidade de fazer a pergunta que raramente aparece nas pautas corporativas: quem cuida de quem cuida?
Profissionais de Recursos Humanos passam o ano inteiro estruturando políticas de bem-estar, acolhendo colaboradores em crise e prevenindo afastamentos. Mas quando se trata do próprio esgotamento, o tema costuma ficar em segundo plano — ou nem chegar a ser discutido. Por isso, continue a leitura para saber mais!
Por que cuidar de quem cuida é tão urgente?
Cuidar de quem cuida não é apenas um slogan: é uma necessidade urgente e documentada. Em 2025, uma pesquisa inédita mostrou que 78% dos profissionais de RH relatam sobrecarga, com 53% convivendo com ansiedade, burnout ou depressão.
São números que expõem uma contradição estrutural: o time responsável por zelar pela saúde organizacional é, muitas vezes, o que menos recebe suporte para cuidar da própria.
A síndrome de burnout é reconhecida pela OMS como condição ocupacional — e o RH está entre as áreas de maior incidência, ao lado de lideranças e educação, segundo pesquisa da startup Way Minder com mais de 600 profissionais.
O que leva o profissional de RH ao esgotamento?
A sobrecarga do profissional de gestão de pessoas tem características específicas. Diferente de outras funções, o RH lida com demandas emocionais intensas de forma contínua: conflitos interpessoais, demissões, afastamentos por saúde mental, crises de clima organizacional e cobranças simultâneas de lideranças e colaboradores.
Esse volume de exposição emocional sem suporte equivalente cria o que a psicologia chama de fadiga por compaixão — o desgaste de quem sustenta emocionalmente os outros sem ter onde se apoiar.
E o problema se agrava quando a cultura da empresa valoriza a resiliência do RH como virtude, sem questionar o custo disso para quem está na função.
👉 Carga horária de trabalho: evite a sobrecarga do setor de RH
Como cuidar de quem cuida na prática?
Cuidar de quem cuida começa pelo reconhecimento de que o profissional de RH precisa das mesmas condições que ele mesmo defende para os outros. Isso envolve mudanças individuais e estruturais. Veja quais são:
1. Estabelecer limites reais
Responder mensagens fora do horário, estar disponível para emergências 24h e acumular demandas que deveriam ser divididas são hábitos que corroem a saúde mental ao longo do tempo.
Definir limites claros de disponibilidade não é falta de comprometimento — é condição básica de sustentabilidade na função.

2. Buscar suporte psicológico ativamente
Para profissionais de RH, o acompanhamento psicológico preventivo é estratégico: ajuda a processar o peso emocional do trabalho antes que ele se torne esgotamento. O autocuidado no ambiente corporativo precisa começar dentro do próprio setor de RH.
3. Criar espaços de escuta dentro do próprio time
Se o RH promove one-on-ones e pesquisas de satisfação para o restante da empresa, o mesmo cuidado deve existir internamente. Gestores de RH precisam ter com quem falar sobre pressão, sobrecarga e dificuldades — sem precisar ser os “fortes” de sempre.
4. Desconectar com intenção
Pausas regulares, férias de fato descansadas e rotinas fora do trabalho não são luxo. São parte do que mantém a capacidade de tomar boas decisões e sustentar relações humanas no trabalho. O burnout digital é um risco real para quem vive conectado e disponível.
5. Cuidar da saúde física como parte da rotina
Sono, alimentação e movimento físico impactam diretamente a regulação emocional. Profissionais que ignoram esses pilares ficam mais vulneráveis ao estresse crônico — e o RH, por conhecer bem essa equação, muitas vezes é o primeiro a esquecê-la na própria vida.
Qual é o papel da empresa nesse cuidado?
O autocuidado individual importa, mas ele não resolve o problema quando a origem é estrutural. Empresas que sobrecarregam o RH e não oferecem suporte adequado ao setor colhem as consequências: alta rotatividade na área, decisões de gestão de pessoas com menos qualidade e perda de quem mantém a cultura organizacional funcionando.
Algumas ações que as organizações podem adotar:
- garantir dimensionamento adequado ao volume de demandas do setor de RH;
- oferecer acesso à terapia e acompanhamento de saúde mental ao próprio time de RH;
- criar rituais de escuta e cuidado internos, assim como os que o RH promove para o restante da empresa;
- reconhecer o trabalho emocional do setor como parte estratégica do negócio — com reconhecimento formal e condições de trabalho compatíveis.
Além disso, é importante reduzir a carga operacional do RH sempre que possível. Nesse ponto, soluções como a Allya ajudam a otimizar o tempo da equipe ao centralizar parcerias de descontos já negociadas com diferentes fornecedores.
Na prática, isso evita que o RH precise buscar, negociar e gerenciar parcerias de descontos manualmente para os colaboradores — um processo que costuma ser demorado e pouco escalável.
Com uma plataforma estruturada, o time ganha eficiência e pode direcionar energia para ações mais estratégicas, como desenvolvimento de pessoas, cultura e bem-estar organizacional.
Neste 20 de maio, a melhor homenagem que uma empresa pode fazer ao seu time de RH é garantir que esses profissionais tenham estrutura, suporte e condições reais de cuidar de si mesmos.
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